Confiança de Verdade

Por Bruna Martins

Quando seu mundo de princesa começa a desmoronar e aquilo que parecia perfeito começa a tomar novos rumos; quando a cortina se abre e você percebe que está vivendo o que poderia ser um dos melhores dramas do existencialismo, que coloca em pauta questões como a soberania de Deus e a interação de Deus com o homem e seu mundo; é nessa hora que você realmente para pra pensar no quanto confia em Deus.

Hoje eu percebo que existem dois tipos de confiança: uma de nome e outra de verdade. A primeira eu categorizo como aquela onde você acredita em um conceito: você confia que chegará ao seu destino porque encheu o tanque do carro; confia que tirará férias em dois meses e compra suas passagens para o resort de seus sonhos. Isto está mais relacionado a uma crença do que a fé – e isso por sempre estar depositado em algo tangível.

Mas como “fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11:1), classifico esta como sendo a confiança de verdade! Essa é a confiança de que Deus está no controle de todas as coisas, mesmo que você não consiga enxergar isto claramente; é a certeza de que a vontade dEle é boa perfeita e agradável (Rm 12:2) e que é manifesta na vida de seus filhos; é entender que Ele tem um plano maior, que não se limita só a esta vida, e que faz todas as coisas convergirem pra isto; é entender que Ele sustenta seus filhos mesmo nos momentos mais incertos e sempre – SEMPRE – tem um propósito perfeito para tudo.

O problema é que nem sempre é fácil lembrar isso. Minha tendência – e temo dizer que da grande maioria dos cristãos – é nos desesperarmos, nos revoltarmos, nos entristecermos e questionarmos a razão disso tudo. Não tenho como não lembrar o diálogo que Jó teve com Deus. Quando Jó questionou o Deus Criador do porque de tantas dificuldades, Deus simplesmente respondeu: “Onde você estava quando lancei os fundamentos da terra?” (Jó 38:4). Essa resposta de Deus me faz pensar em muitas coisas. Faz-me pensar em como o homem pensa ser algo diante de Deus, a ponto de exigir alguma coisa; em como nossa mente limitada visa só nosso bem comum diante de uma perspectiva totalmente finita e, mais uma vez, como os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos pensamentos e os Seus caminhos mais altos que os nossos caminhos (Is 55:9).

Mas o mais reconfortante é que o nosso Deus nos deixou Suas promessas de que estaria conosco em cada instante. E nos faz um pedido, que mais seria uma ordenança: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus”. (Sl 46:10a)

Basta, então, “lançarmos sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós” (I Pe 5:7)! E, depois do vendaval, contarmos os Seus grandes feitos e as grandes maravilhas que operou.

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